Comitê de Arboviroses reforça alerta para combate à dengue e manutenção dos cuidados em São Gonçalo

 

O Comitê Intersetorial de Arboviroses de São Gonçalo do Rio Abaixo reforçou a necessidade de manutenção dos cuidados preventivos contra a dengue durante reunião de acompanhamento das ações realizadas no município. Apesar da redução das chuvas, a cidade permanece em estado de alerta devido às condições climáticas irregulares e à persistência de focos do mosquito Aedes aegypti.

 

Durante o encontro, na última sexta-feira (29) foram apresentados os dados das semanas epidemiológicas e o balanço das ações desenvolvidas nos últimos meses. Segundo o comitê, ainda são encontrados criadouros do mosquito em diferentes regiões da cidade, principalmente em locais com acúmulo de água provocado pelas chuvas esparsas registradas ao longo do ano.

 

A secretária municipal de Saúde, Nélia Tonelli, integrante do Comitê Intersetorial de Arboviroses, destacou que a população não pode relaxar nos cuidados, uma vez que os ovos do Aedes aegypti podem permanecer viáveis por até 400 dias. “Mesmo com a redução das chuvas, continuamos encontrando focos do mosquito. Por isso é fundamental que a população mantenha os cuidados, principalmente com o fechamento adequado das caixas d’água, eliminação de recipientes que acumulam água e atenção especial aos canteiros de obras, onde frequentemente são identificados pontos de risco”, alertou.

 

Elaine Fagundes, coordenadora da VISA, também ressaltou o trabalho integrado das secretarias de Saúde, Serviços Urbanos, Obras e Meio Ambiente, que atuam em conjunto nas ações preventivas, de fiscalização e orientação à população. Além da dengue, o município também tem intensificado as notificações e fiscalizações relacionadas à presença do caramujo-africano.

 

As equipes de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) seguem mobilizadas em uma força-tarefa permanente. Atualmente, os mutirões de limpeza e conscientização estão concentrados no bairro Chácara Velha, após ações já realizadas em outras localidades consideradas prioritárias.

 

Outro destaque apresentado durante a reunião foi a utilização de drones para o mapeamento de áreas de risco. O levantamento, realizado na semana passada, segue em fase de compilação dos dados. A tecnologia permite identificar criadouros em áreas extensas ou de difícil acesso, criar mapas visuais das regiões críticas, monitorar a evolução dos focos ao longo do tempo e direcionar de forma mais eficiente o trabalho das equipes de campo.

 

Os dados preliminares revelaram situações preocupantes. Somente na região central do município foram identificadas mais de 70 piscinas que demandam monitoramento constante por apresentarem potencial para se tornarem criadouros do mosquito.

 

O comitê também estuda a criação de um canal anônimo para denúncias, com o objetivo de ampliar a participação da população na identificação de possíveis focos e situações de risco.

 

As ações de campo já vêm sendo intensificadas há cerca de um mês e continuarão nos próximos períodos, especialmente diante da manutenção do alerta epidemiológico. A orientação das autoridades é que cada morador faça sua parte, eliminando qualquer possibilidade de água parada e colaborando com as equipes de fiscalização e combate às arboviroses.

 

Segundo o Comitê Intersetorial de Arboviroses, o enfrentamento à dengue depende da atuação conjunta entre poder público e população, garantindo a redução dos focos do mosquito e a proteção da saúde de toda a comunidade.

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