Obras de esgotamento sanitário avançam em São Gonçalo do Rio Abaixo

Com conclusão prevista para 2028, sistema permitirá a coleta e o tratamento do esgoto, contribuindo para a despoluição do Rio Santa Bárbara e qualidade de vida dos moradores.

 

A Prefeitura de São Gonçalo do Rio Abaixo avança na implantação do sistema de esgotamento sanitário do município. A obra contempla a conclusão da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), a construção de seis estações elevatórias e a implantação das redes responsáveis por coletar e transportar o esgoto das residências e dos estabelecimentos comerciais.

Esta obra é uma das mais importantes intervenções de infraestrutura e saneamento já realizadas no município. Quando o sistema entrar em pleno funcionamento, o esgoto coletado será encaminhado à ETE, onde passará por tratamento antes de retornar ao meio ambiente. O principal objetivo é eliminar o lançamento de esgoto sem tratamento no Rio Santa Bárbara, contribuindo para a recuperação do rio, a preservação ambiental e a melhoria da saúde e da qualidade de vida da população.

Atualmente, as equipes trabalham na implantação das tubulações e das estruturas que integrarão o sistema. Os serviços incluem escavações, assentamento de tubos, construção de poços de visita, ligações prediais e preparação das estações elevatórias.

Sobre a obra

A necessidade de seis estações elevatórias está relacionada às características do relevo da cidade. Ao longo de aproximadamente três quilômetros de percurso urbano, o Rio Santa Bárbara apresenta apenas cerca de um metro de desnível. Como essa inclinação não é suficiente para conduzir todo o esgoto por gravidade, as elevatórias serão responsáveis por bombear o material dos pontos mais baixos e garantir que ele siga até a estação de tratamento.

Sempre que as condições do terreno permitem, a rede interceptora é implantada próxima às margens do rio. Entretanto, em alguns pontos, o espaço reduzido e as características geológicas e topográficas impedem a passagem da tubulação nesses locais. Por isso, alguns trechos da rede precisam ser desviados para as ruas, exigindo intervenções e interdições temporárias.

Para reduzir os impactos na rotina da população, as frentes de trabalho são sinalizadas e organizadas com medidas de segurança para moradores, pedestres, motoristas e trabalhadores. Durante a execução, as valas são abertas, recebem o assentamento da tubulação e são fechadas no mesmo dia, permitindo a liberação do trânsito após o horário de trabalho. A recomposição definitiva do pavimento será realizada pela Prefeitura depois da conclusão da rede em cada trecho.

Na Rua Monsenhor Torres, a intervenção na rede já foi concluída e o trecho aguarda a recomposição do pavimento. As próximas etapas incluem serviços nas ruas Henriqueta Rubim e Berlim, na Rua Januária e na região central, nas proximidades da Praça Central e do Instituto Federal.

No trecho entre a Rua Berlim e as proximidades da Igreja Pentecostal, a intervenção exige interdição total temporária. A medida é necessária porque o espaço reduzido não permite a circulação segura de veículos e pedestres durante a operação das máquinas e o trabalho das equipes. Nesse local são executadas a rede coletora e as ligações prediais, com duração estimada de até três meses, conforme o cronograma da empresa contratada.

A Prefeitura reforça que os transtornos provocados pelas intervenções são temporários, enquanto os benefícios serão permanentes. Além de ampliar o saneamento básico, a obra é um investimento importante para São Gonçalo do Rio Abaixo, com reflexos diretos na proteção do Rio Santa Bárbara, na saúde pública e na qualidade de vida de toda a comunidade.

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