Eucalipto também é música: projeto une sustentabilidade e formação cultural
Integrar sustentabilidade, cultura e desenvolvimento é ampliar o valor de cada recurso
renovável. A CENIBRA apoia o Projeto Luthier – Arte, Ofício e Cidadania, iniciativa
que transforma madeira de florestas plantadas em instrumentos musicais e
oportunidade de formação para jovens de Barão de Cocais (MG). A proposta une
técnica, cultura e responsabilidade ambiental ao ensinar luteria e musicalização a
partir do uso consciente de espécies cultivadas.
Idealizado pelo luthier Pedro Alexandrino, o projeto surgiu do desafio de encontrar
alternativas às madeiras nativas tradicionalmente usadas na luteria, muitas delas
raras, caras ou protegidas por lei.
A solução veio com o eucalipto, de florestas plantadas e que, após experimentação,
revelou grande potencial acústico. “Eu queria trabalhar com madeiras brasileiras e o
eucalipto mostrou que era possível fazer um instrumento de alta qualidade”, explica
Pedro.
O eucalipto cultivado pela CENIBRA apresenta características favoráveis à construção
de instrumentos, como menor densidade, resultado das áreas mais úmidas onde
cresce, o que contribui para maior vibração e clareza sonora.
A iniciativa amplia o destino desse recurso renovável e fortalece o uso responsável da
matéria-prima que, além de ser a utilizada para a produção de celulose, passa a
ocupar outros lugares: o da música, da cultura e da formação profissional.
Pesquisa com o Mogno Africano
A nova etapa do projeto inclui testes com mogno africano, espécie plantada que passa
a integrar o portfólio florestal da CENIBRA. A análise ainda é inicial, mas segue o
mesmo princípio que guiou o estudo do eucalipto: reduzir a pressão sobre madeiras
nativas, ampliar o leque de espécies sustentáveis para a luteria e compreender o
comportamento acústico, a densidade e a resposta à vibração.
Para José Sawinski Júnior, assessor de Sustentabilidade da CENIBRA, o avanço das
pesquisas com o mogno africano amplia o papel das florestas plantadas no
desenvolvimento de soluções culturais e tecnológicas. “Para nós, sustentabilidade é
olhar para a floresta plantada como um recurso capaz de transformar vidas. Quando
essa madeira chega à música e à formação de jovens, entendemos que nossa
atuação vai além da produção, ela alcança o desenvolvimento humano e cultural das
comunidades”, afirma Sawinski.
Ainda não há resultados consolidados, pois o processo é de pesquisa. Para Pedro, o
movimento é natural. “Eu passei a pesquisar possibilidades de madeiras e comecei a
experimentar”, lembra ele, ressaltando que conhecer a reação de cada espécie é
essencial para transformar madeira em instrumento.
Esse movimento integra as ações do BioSustentação, planejamento estratégico da
CENIBRA que prioriza o desenvolvimento humano e o fortalecimento das
comunidades. Ao apoiar iniciativas como o Projeto Luthier, a empresa amplia
oportunidades e estimula novas formas de uso da sua matéria-prima.
Sobre a CENIBRA
Localizada no leste de Minas Gerais, a Celulose Nipo-Brasileira S.A. (CENIBRA) opera
uma unidade industrial em Belo Oriente (MG), com duas linhas de produção de
celulose branqueada de fibra curta de eucalipto e capacidade instalada de 1,2 milhão
de toneladas por ano. A empresa mantém florestas plantadas manejadas de forma
responsável, está presente em mais de 80 municípios mineiros e gera mais de 8 mil
empregos diretos. É reconhecida pelo compromisso com a conservação ambiental e
com o desenvolvimento socioeconômico das comunidades onde atua.
Mais informações: comunicacaocorporativa@cenibra.com.br | 0800 283 3829

