Proposta que escolheu João Monlevade como projeto piloto é finalista em programa internacional de inovação pública no Panamá
A proposta “Olho Vivo na Obra” é finalista de um programa internacional de inovação pública promovido pelo CAF - Banco de Desarrollo de América Latina y el Caribe e participará da etapa presencial de desenvolvimento entre os dias 8 e 10 de abril, na Cidade do Panamá. Desenvolvida durante a 4ª Formação em Governança e Inovação Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com o CAF, a iniciativa tem João Monlevade como território piloto para sua implementação.
O “Olho Vivo na Obra” pretende integrar informações sobre obras públicas municipais aos principais aplicativos de mobilidade urbana, permitindo que a população acompanhe, em tempo real, dados sobre interdições, prazos de execução e valores investidos. Para isso, prevê a criação de uma base de dados única e georreferenciada, conectada a plataformas como Waze, Google Maps e JM Bus.
Concebido por Cássio Rocha, Erika Lacet, Mariza Bragança, Renan Perondi e Renato Cirne, profissionais com atuação nas áreas de tecnologia, direito, governança e gestão pública e que escolheram João Monlevade para receber a iniciativa, o projeto conquistou o 9º lugar geral entre 24 iniciativas selecionadas em toda a América Latina e está entre os três brasileiros classificados para essa fase. Também representam o Brasil as propostas “Porto de Galinhas Smart Beach: Sistema Integrado de Gestão Turística – SIGT” (2º lugar geral) e “Territórios Digitais da Esperança: Escola-Hub Digital Comunitária” (13º lugar geral).
A etapa internacional, conhecida como bootcamp, funciona como um programa intensivo de capacitação. Durante três dias, as equipes apresentam suas propostas a especialistas, recebem orientações técnicas, aprimoram o modelo de implementação e avaliam possibilidades de financiamento. O objetivo é transformar as ideias iniciais em um projeto estruturado e pronto para execução, contando com financiamento direto do CAF na cidade mineira.
Representante da equipe no Panamá, Mariza Bragança destaca a expectativa para a próxima etapa. “Será uma oportunidade de aprimorar a proposta com apoio de especialistas internacionais e aprender com experiências de outros países. Queremos voltar com um plano ainda mais estruturado para viabilizar o projeto”, afirma.
Para Renan Perondi, a classificação como finalista amplia as perspectivas de implementação. “O suporte técnico e institucional que o CAF pode aportar é fundamental para estruturar o piloto em João Monlevade. A seleção entre os finalistas demonstra que municípios de médio porte podem liderar soluções inovadoras baseadas em dados e tecnologia”, ressalta.
A iniciativa reforça o potencial da cidade como espaço de experimentação em inovação pública e evidencia como transparência e tecnologia podem contribuir para melhorar a rotina da população e fortalecer a confiança nas instituições.

