Câmara aprova em turno único projetos que homenageiam Abercio Cabral Pontes e Alcino Francisco
A Câmara Municipal de João Monlevade aprovou, em turno único, durante a reunião ordinária realizada nesta quarta-feira, 4, dois projetos de lei que denominam vias públicas no município.
As matérias reconhecem as trajetórias de Abercio Cabral Pontes e Alcino Francisco, perpetuando seus nomes em espaços públicos de João Monlevade.
Rua “Abercio Cabral Pontes” – Bairro de Lourdes
De autoria do vereador Leles Pontes (Republicanos), o Projeto de Lei nº 1.621/2025 denomina como “Abercio Cabral Pontes” a rua localizada no bairro de Lourdes, paralela à Rua Araxá, ao lado do Campo Guarani.
Abércio é natural de Major Ezequiel, distrito de Alvinópolis (MG), e chegou a João Monlevade na década de 1980, ao lado da esposa Nazareth Cota Coura Cabral e dos filhos Marcos, Márcia e Meirilaine.
Comerciante durante toda a vida, destacou-se pelo espírito solidário e pela dedicação à comunidade. Era conhecido por ajudar pessoas em situação de necessidade, inclusive transportando pacientes diariamente para consultas e tratamentos em Belo Horizonte.
Também teve atuação marcante no esporte e na cultura local: cuidava do campo de futebol do bairro Metalúrgico e participou ativamente do conjunto musical “Coroas da Garoa”, animando carnavais e eventos da cidade por décadas.
Beco “Alcino Francisco” – Bairro Nova Esperança
Já o Projeto de Lei nº 1.624/2026, de autoria do vereador Carlinhos Bicalho (PP), denomina como “Alcino Francisco” o beco localizado no bairro Nova Esperança, com acesso pela Rua Barão de Cocais e paralelo à Rua Onofre Newton de Ambrósio.
Nascido em 12 de abril de 1911, filho de Manoel Francisco e Maria Raimunda, Alcino Francisco construiu uma trajetória marcada pelo trabalho, dedicação à família e compromisso com a coletividade. Pai de sete filhos, foi morador antigo do então bairro Viva Povo, atual Nova Esperança, e também do bairro Novo Horizonte.
Profissionalmente, teve longa atuação no Hospital Margarida, onde exerceu suas funções com zelo, responsabilidade e postura ética, contribuindo de forma significativa para o atendimento à população.
Além disso, colaborou diretamente com o crescimento urbano da região ao permitir a utilização de parte de seu terreno para passagem e organização do espaço do bairro, demonstrando espírito comunitário e compromisso com o desenvolvimento local.
Falecido aos 85 anos, Alcino deixou uma história que se confunde com a formação da própria comunidade onde viveu.

